Comunidades indígenas participam das feiras de artesanato nos arraiais do São João de Todos

Este ano, o São João de Todos trouxe também a beleza do artesanato maranhense desenvolvido por índios Canela, da aldeia Escalvado. Foto: Divulgação

No São João de Todos 2017, quem visitou os arraiais ‘Donato Alves’ (Ipem), Maria Aragão e Vila Palmeira encontrou, além das atrações do palco, a beleza do artesanato maranhense exposto em 12 barracas. O espaço, disponibilizado para os artesãos desde 2016, este ano trouxe também o trabalho desenvolvido por índios Canela, da aldeia Escalvado, localizada no município de Fernando Falcão. Os indígenas comemoram a presença que marca a primeira oportunidade aberta aos povos indígenas em um evento com a dimensão dos festejos juninos.

A participação dos representantes indígenas faz parte das atividades interdisciplinares do Plano Mais IDH que visam oferecer oportunidade de crescimento e geração de renda para os municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano, registrados em 2016, no Maranhão. As ações para inclusão dos povos indígenas foi coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur), através do Programa Estadual de Artesanato, juntamente com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop).

“Esse momento é muito importante. Temos, através da participação desses representantes indígenas, a reafirmação de que o Governo do Maranhão tem buscado incluir os povos indígenas em suas políticas e programas, com a elaboração e implementação de ações específicas e diferenciadas para a integração, valorização e respeito aos aspectos socioculturais. Além disso, promovendo a geração de renda”, destaca a coordenadora do Programa Estadual do Artesanato, Viviane de Jesus.

Casado, pai de dois filhos, estudante de Licenciatura Intercultural na Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Vladmir Canela é professor e artesão, e pela primeira vez está participando de uma feira de artesanato. Quem visitar sua barraca no Arraial do Ipem vai encontrar uma grande variedade de utensílios domésticos como uru (cesto com tampa), mocó (um tipo de cofo), além de acessórios como brincos, colares, cordões, pulseiras, bolsas (também conhecidas como cestos de mão).

“Antes ficávamos isolados, não tínhamos comunicação. Agora o Mais IDH, com o artesanato, está nos dando condições para comercializar o que produzimos. Tudo que a gente está vendendo só se fazia para uso próprio”, explica Vladmir Canela.

As atividades de estruturação da cadeia produtiva do artesanato e trabalhos manuais, no âmbito do Plano Mais IDH, tiveram início em 2016, após identificação por parte das equipes da Sedihpop e da Sectur (através do Programa Estadual do Artesanato), da grande potencialidade do artesanato e trabalhos manuais como geradores de renda, em 12 municípios do interior maranhense atendidos pelo Plano Mais IDH.

Com 32 anos de idade, Ricardo Kapereko Canela, também do município de Fernando Falcão, estudante do Curso de Licenciatura Intercultural da Universidade Federal de Goiás (UFG), está em São Luís para participar da feira de artesanato dos arraiais até o dia 2 de julho. Com o lucro das vendas pretende fazer uma reserva financeira para investir na educação dos filhos.

“A nossa participação é importante porque gera renda para as nossas famílias. Como nós utilizamos também as ‘coisas’ dos não indígenas, temos que ter dinheiro. Também precisamos mostrar que existimos para o povo e para os políticos para que reconheçam os direitos dos indígenas. Aqui, nesta ocasião, me sinto representando não só o povo Canela, mas todas as etnias do Brasil”, conclui Ricardo Kapereko Canela, que já vislumbra a publicação de livros com base nas experiências adquiridas nas feiras.

Sobre o Plano Mais IDH

O Mais IDH é uma iniciativa do Governo do Maranhão para melhorar índices de desenvolvimento nos 30 municípios menos desenvolvidos do estado por meio de ações integradas de diferentes órgãos e secretarias, a fim de garantir dignidade, educação, infraestrutura básica, saneamento, cidadania, trabalho e renda para suas populações.

Tecnologia possibilita passeio virtual pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Foto: Gilson Teixeira/Secap

Imagine realizar um passeio turístico pelas dunas de Santo Amaro, mergulhar no Rio Preguiças, percorrer as areias de Caburé, explorar as belezas naturais em Vassouras e ainda poder contemplar toda essa generosidade da natureza de cima do Farol de Barreirinhas em uma só viagem. Que delícia, não é? E tudo isso sem sair do lugar.

Trata-se de um passeio virtual pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Maranhão neste São João de Todos. A experiência pode ser realizada no estande do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), no Arraial do Ipem, por meio de um par de óculos de realidade virtual (3D) e um fone de ouvido. E, melhor ainda, de forma gratuita.

“Essa ideia de despertar o prazer no turista e na gente mesmo, que é de São Luís, foi uma das melhores sacadas que já tiveram. Não sei nem como descrever o que eu acabei de ver. Ver não, de sentir, pois essa foi a sensação. Parece que eu fui transportado para Barreirinhas. Legal demais! Depois do passeio virtual, vou me programar para uma viagem real”, conta Jadiel Costa Monroe, de 24 anos, após passar pela experiência virtual.

O passaporte leva a um passeio de emoções e repleto de belas imagens, que trazem diversas sensações. Entre elas, a de estar dentro de uma embarcação fluvial, percorrendo as águas do Rio Preguiça. Em seguida, o prazer é em Caburé, um vilarejo de pescadores situado na praia, onde o barco atraca para que os turistas conheçam a área.

“Fiquei muito emocionado quando vi aquela quantidade de dunas e o barulho do motor da embarcação. Me senti de férias, curtindo aquelas águas do rio. O céu bem azul e as aves que sobrevoam passam uma real sensação de estar em Barreirinhas”, ressalta Jadiel.

Em outro momento da expedição virtual, os passageiros podem observar o balé das areias que se movimentam sem rumo, de um lado para o outro, dentro dos mais de 155 mil hectares do parque nacional. Destes, 90 mil são constituídos de dunas livres, que chegam até 40 metros de altura e de centenas de lagoas de água doce, que variam da tonalidade do verde ao azul turquesa, surgindo entre os bancos de areias.

Além das dunas e dos rios, os manguezais complementam a paisagem que compõem um riquíssimo ecossistema do parque. “Parece o deserto, mas não é porque tem as águas das lagoas e o dos rios que servem como ‘estrada’ para os passeios”, conta Célia Berrêdo, de 37 anos, turista de São Paulo.

Central de Atendimento ao Turista

Desde que assumiu o Governo do Maranhão, o governador Flávio Dino, junto aos órgãos e secretarias do Estado, vem realizando um tratamento diferenciado ao público, colocando em evidência os roteiros turísticos do Maranhão. A ideia é incentivar o turismo nos pontos já conhecidos e disseminar novos itinerários.

Para isso, foram instituídas no período São João as Centrais de Atendimento ao Turista (CATs), nos arraiais do Governo. Além de viajar virtualmente, os visitantes poderão saber mais dos destinos turísticos do Maranhão e receber toda a programação oficial do São João de Todos de 2017.

Os profissionais nos CATs estão realizando ações com o público de maneira lúdica, atraindo o turista ao ambiente, além de fazer com que ele interaja com o conteúdo relacionado aos destinos maranhenses. “A gente realiza uma abordagem para despertar o lado turista do visitante. Todo mundo que sai daqui fica maravilhado com o que vê”, diz Mariana Fonseca, coordenadora do CAT do arraial do Ipem.

Como estímulo, estão disponíveis painéis para que o público possa fazer fotos em vários cenários virtuais do Maranhão. As pessoas poderão compartilhar suas fotos nas redes sociais.

Nesta semana, além de Imperatriz, Açailândia também recebeu a iniciativa do Governo do Maranhão. Foto: Nael Reis/Secap

Empreendedores que estão indo até a Caravana para o Desenvolvimento Empresarial em Imperatriz têm conseguido esclarecer dúvidas e agilizar uma série de serviços necessários aos negócios. A caravana concentra num só lugar uma série de serviços para os empresários. Nesta semana, além de Imperatriz, Açailândia também recebeu a iniciativa do Governo do Maranhão.

João Júnior, proprietário de posto de combustível, foi um dos que aproveitaram os serviços e informações da Caravana Empresarial: “Às vezes, a gente acaba pecando por falta de conhecimento. O fato de ser trazido para Imperatriz facilita muito o mundo corrido que a gente vive hoje”.

“Trazendo isso para perto da gente, acaba sendo muito bom tanto para os donos de postos quanto paro o consumidor, para que a gente não passe nada de errado para ele”, acrescenta.

Para Ricardo Cadett, empresário no ramo de marketing digital, a caravana poupou tempo e dinheiro. “Ajudou muito, a gente já encontra Bombeiros, Fazenda, Banco do Brasil. Vários pontos que me exigiram mais trabalho de estar indo a cada um deles”.

“Me proporcionou tirar algumas dúvidas e tirar uma certidão nos bombeiros. Facilita e aproxima. Acho mais fácil vir aqui e ter tudo junto”, diz o microempresário Wlissis Jackson.

Juros Zero

A Caravana Empresarial também coloca à disposição o programa Juros Zero, com financiamentos de até R$ 20 mil sem o peso dos juros. O dinheiro pode ser usado para ampliar os negócios, comprar equipamentos ou formar capital de giro.

O interessado vai até uma agência do Banco do Brasil, que verifica se ele atende os critérios para o financiamento.

Caso atenda, o empréstimo é liberado e as parcelas passam a ser cobradas mensalmente. Se o empresário pagar em dia e sem atrasos, o Governo do Maranhão devolve a ele o valor do juro cobrado pelo banco. Ou seja, ao final do empréstimo, o empresário terá recebido de volta toda o juro cobrado.

Microempresários ou proprietários de empresas de pequeno porte, com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, podem se cadastrar até 30 de novembro.